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“Mulheres que mordem”
Por Julio Silveira

Mulheres que mordemA comissão do Prêmio Jabuti incluiu o romance de estreia da brasiliense Beatriz Leal na lista dos melhores romances de 2016, ao lado de escritores estabelecidos como Julian Fúks, Marcelo Rubens Paiva e Raimundo Carreiro. Entre as centenas de livros inscritos, esta novela epistolar, que alterna narradores e pontos de vistas para retratar pessoas afetadas pelo regime militar no Brasil e Argentina, causou impacto por sua coesão e densidade, pouco vistas em autores jovens.

A publicação foi pela Ímã Editorial, em regime de Edição Social — onde os leitores puderam participar do processo editorial. Estamos certos de que, a partir dessa promissora estreia com Mulheres que mordem, Beatriz Leal vai voltar a contribuir para a lista de melhores romances brasileiros.

Buenos Aires. Brasília. Anos 70, anos 80, 2006.

Quatro mulheres, quatro mordidas. Uma neta adotada, uma mãe torturada, uma mãe adotiva e uma avó exaurida pela busca. Quatro pontos de vista entrelaçados em uma narrativa intensa e delicada, que joga luz sobre passagens sombrias da história recente latino-americana.